Deficiência de Vitamina D: Causas, Sintomas e Impactos na Saúde
A deficiência de vitamina D é mais comum do que parece. Entenda as causas, os possíveis sinais e a importância desse nutriente para a saúde óssea, muscular e imunológica.
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A vitamina D participa de funções essenciais no organismo, com papel especialmente estabelecido na absorção de cálcio e na mineralização dos ossos. Diferentemente da maioria dos nutrientes, ela pode ser sintetizada pela pele a partir da exposição à radiação ultravioleta B, conhecida como UVB.
Mesmo com essa capacidade natural, sua deficiência é frequente em determinados grupos, como pessoas idosas, pessoas com obesidade e quem tem pouca exposição solar. Pessoas com pele mais escura e algumas condições de saúde também apresentam maior risco.
Entender as causas, reconhecer os possíveis sinais e saber quando a suplementação é indicada ajuda a corrigir a deficiência com segurança, sem exagerar nem subestimar sua importância.
Quem tem mais risco
Menor exposição ao sol. Passar grande parte do dia em ambientes fechados reduz a síntese de vitamina D pela pele. Esse fator pode se tornar mais relevante ao longo do tempo.
Envelhecimento. A pele perde parte da capacidade de sintetizar vitamina D com o avanço da idade. Por isso, a deficiência é mais frequente entre adultos mais velhos.
Excesso de peso. Pessoas com obesidade podem apresentar menor disponibilidade circulante de vitamina D, por mecanismos que incluem sua distribuição no tecido adiposo.
Isso não significa que todas precisem de suplementação ou de doses maiores. Quando houver indicação, a dose deverá ser definida conforme as necessidades individuais.
Pele mais escura. A maior concentração de melanina reduz a eficiência da síntese cutânea de vitamina D. Isso pode aumentar o risco quando também existe pouca exposição solar.
Outros fatores de risco incluem doenças que prejudicam a absorção de gordura, como doença de Crohn, doença celíaca e condições decorrentes de cirurgia bariátrica.
Doenças renais ou hepáticas crônicas e o uso prolongado de determinados anticonvulsivantes ou corticoides também podem interferir no metabolismo da vitamina.
Ter um fator de risco não significa apresentar deficiência automaticamente. Significa que uma avaliação individual pode ser útil para decidir se o exame é necessário.
Exposição solar e fotoproteção
A exposição ao sol contribui para a síntese de vitamina D. Esse processo costuma ser mais eficiente nos horários de maior incidência de UVB, geralmente próximos ao meio-dia.
O tempo necessário varia conforme o tom de pele, a área do corpo exposta, a localização geográfica, a estação do ano e a intensidade da radiação. Por isso, não existe uma recomendação única que seja adequada para todas as pessoas.
A necessidade de vitamina D não é motivo para abandonar ou reduzir a fotoproteção. A exposição excessiva à radiação ultravioleta aumenta o risco de danos à pele e câncer de pele.
Principais funções da vitamina D
Saúde óssea. A vitamina D é necessária para a absorção intestinal de cálcio e fósforo. Sem níveis adequados, o organismo aproveita menos cálcio da alimentação, o que pode comprometer a mineralização dos ossos.
Em crianças, a deficiência grave pode causar raquitismo. Em adultos, pode provocar osteomalácia, condição caracterizada pelo enfraquecimento da mineralização óssea.
Sistema imunológico. A vitamina D participa da regulação da resposta imunológica e contribui para o funcionamento normal das defesas do organismo. Manter níveis adequados desse nutriente ajuda o corpo a realizar corretamente suas funções de proteção.
Uma alimentação equilibrada também contribui para a manutenção das defesas naturais. Veja outras orientações em Alimentação Saudável.
Função muscular. A deficiência acentuada pode causar fraqueza muscular e comprometer a mobilidade. Nesses casos, a correção dos níveis é indicada e pode contribuir para a recuperação da função muscular.
Fontes de vitamina D
A síntese realizada pela pele após a exposição à radiação UVB é uma fonte importante de vitamina D. Alguns alimentos também contribuem para sua ingestão, embora geralmente em quantidades menores.


Entre as principais fontes alimentares estão:
• Salmão
• Sardinha
• Atum
• Gema de ovo
• Fígado
• Alimentos fortificados
A vitamina D2, chamada ergocalciferol, é encontrada em alguns fungos e alimentos fortificados. A vitamina D3, ou colecalciferol, aparece em alimentos de origem animal e também é sintetizada pela pele.
A presença de vitamina D nos alimentos não significa que a dieta consiga corrigir qualquer deficiência. Quando os níveis estão muito baixos ou existem dificuldades de absorção, a suplementação pode ser necessária.
Sinais possíveis de deficiência
A deficiência de vitamina D costuma ser assintomática, principalmente quando é leve. Quando existem manifestações, elas aparecem com maior frequência nos casos mais acentuados ou prolongados.
Os possíveis sinais incluem:
• Fraqueza muscular
• Dores ósseas
• Desconfortos musculares
• Cansaço persistente
• Dificuldade de mobilidade em casos mais graves
Esses sinais não são exclusivos da deficiência de vitamina D. Como também podem ocorrer em várias outras condições, não permitem confirmar o diagnóstico sem avaliação adequada.
Como saber seus níveis
A avaliação é feita pelo exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D, ou 25(OH)D. Esse é o principal marcador utilizado para verificar a concentração de vitamina D no organismo.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial consideram valores abaixo de 20 ng/mL indicativos de deficiência para a população geral.
A faixa entre 20 e 30 ng/mL, em geral, não caracteriza deficiência em pessoas saudáveis. A interpretação pode ser diferente em grupos de risco ou diante de condições clínicas específicas.
Algumas recomendações adotam valores mais próximos de 30 ng/mL para pessoas idosas, gestantes, pacientes com osteoporose e pessoas com doenças que afetam a absorção ou o metabolismo da vitamina.
Isso não significa que todas as pessoas precisem realizar o exame. A necessidade deve ser definida conforme sintomas, fatores de risco e histórico clínico.
Quando suplementar
A suplementação tem indicação clara quando o exame confirma deficiência ou quando existe outra necessidade clínica estabelecida. Nesses casos, seu objetivo é restabelecer níveis adequados e prevenir ou tratar consequências ósseas e musculares relacionadas à deficiência.
Pessoas com pouca exposição solar, obesidade, má absorção intestinal ou uso de medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina apresentam maior risco. Elas podem precisar de avaliação específica para decidir se o exame ou a suplementação são necessários.
Corrigir uma deficiência confirmada não deve ser tratado como algo duvidoso. A suplementação é uma medida importante e bem estabelecida nesses casos.
Isso é diferente de usar doses adicionais sem deficiência ou indicação clínica. Pessoas que já apresentam níveis adequados não recebem automaticamente os mesmos benefícios ao tomar quantidades maiores.
A dose depende da idade, do peso, do nível inicial, da causa da deficiência e das condições de saúde. Doses elevadas e usadas por períodos prolongados podem causar excesso de cálcio no sangue, conhecido como hipercalcemia.
Entre as possíveis consequências estão náuseas, fraqueza e alterações renais. Também podem existir contraindicações e interações com medicamentos.
Para entender melhor o uso responsável desses produtos, veja o conteúdo sobre Suplementação Alimentar.
Conclusão
A vitamina D exerce papel comprovado na absorção de cálcio e na mineralização óssea. Quando sua deficiência é acentuada, também podem ocorrer fraqueza muscular, dores e comprometimento da mobilidade.
A suplementação tem função importante e bem estabelecida na correção da deficiência. Seus benefícios, porém, não se estendem automaticamente a quem já apresenta níveis adequados.
Quando existem sintomas persistentes, fatores de risco ou outra indicação clínica, a avaliação profissional ajuda a decidir se o exame de 25(OH)D é necessário. Se a deficiência for confirmada, também permite definir a forma adequada de suplementação.
Aviso: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação ou orientação individual de profissionais de saúde qualificados. O uso de suplementos deve considerar necessidades individuais, condições de saúde e possíveis interações com medicamentos.
Equipe Mundo Integrativo
08 de junho de 2026
